MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO ASSIS CHATEAUBRIAND
André Taniki Yanomami além de artista, é xamã, um mediador
entre o mundo humano e o mundo espiritual em culturas indígenas e tradicionais,
capaz de comunicar-se com espíritos, curar e equilibrar forças visíveis e
invisíveis por meio de rituais, cantos e transes. Entre 1976 e 1985, Taniki
desenvolveu um conjunto de desenhos em diálogo com uma artista, um antropólogo
e missionários. Esta exposição é a primeira dedicada inteiramente à sua obra e
reúne 121 desenhos realizados em dois momentos: nas trocas com a fotógrafa
suíço-brasileira Claudia Andujar, em 1976–77, e nos encontros com o antropólogo
francês Bruce Albert, em 1978, nas aldeias onde o artista-xamã vivia. O título
da exposição, Ser imagem (Në utupë, em yanomami), refere-se ao movimento
espiritual que Taniki faz, nos rituais xamânicos, de deixar de ser apenas
humano e conseguir existir em forma de imagem, assim como os espíritos.
A exposição ‘André Taniki Yanomami: Ser Imagem’ integra o programa curatorial do museu para 2025 dedicado ao ciclo de Histórias da Ecologia. Curada por Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP, e Mateus Nunes, curador assistente do MASP. Está localizada no 1º subsolo do Edifício Lina Bo Bardi e fica em cartaz até o dia 5.4.2026.
Todas as exposições temporárias do MASP podem ser conhecidas
através de conteúdos audiovisuais acessíveis disponíveis no Youtube, com
narração audiodescritiva, legendagem e interpretação em Libras. Pessoas com
deficiência e seu acompanhante têm direito a entrada gratuita todos os dias no
MASP e podem solicitar uma visita acompanhada pela equipe MASP, pelo email:
acessibilidade@masp.org.br.
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